Pedi à Ana, a minha mulher, que fosse ela a pôr o ponto final da última frase da minha tese de doutoramento. Também por isso, queria que ela gostasse do texto que estivesse a selar. Quando chegou à altura, este versículo veio imediatamente aos meus dedos. O início do Prólogo do Evangelho de São João sempre me fascinou pela sua literariedade e que, independentemente da tradução que se use, é redundante de um modo intencional, invocando a circularidade de Alguém que é o início e o fim de todas as coisas. É um mote que nunca quero deixar de ter presente na minha vida, e, no que toca especificamente a este blogue, em tudo o que pensar e escrever. Por isso, é realmente essencial ter sempre em conta que nada tem qualquer importância se essa potencial importância não tiver como objetivo dar tudo a Quem tudo deve ser dado. Principalmente quando é Ele o objeto de estudo.