Abortar: algo que se deve bradar!

A RTP2 passa um cartoon num programa para crianças em que, a certa altura, uma mãe, como custa usar o termo aqui, diz Eu amo muito os meus filhos, mas acima de tudo sou uma mulher livre. Isto depois de ter deixado o marido à mesa e de os ter levado consigo para uma casa em que se encontra com outra mulher.

Obviamente que qualquer pessoa que diga que ama muito os seus filhos mas e continue esta frase sem falar das vezes em que teve de fazer coisas para o bem deles que eles não entenderam ou algo parecido, já está a dizer muito mais do aquilo que é explicito. E não são coisas boas. Pelos vistos, no entanto, aqui está tudo bem, e tendo em conta a música e a maneira com mãe e filhos estão a dançar, a coisa recomenda-se!

Não se entende muito bem tal reação. Pelo menos eu não a entendo.

É que, segundos antes, transparece que, para ela, ter filhos é uma imposição do marido, que literalmente decide que se vai ter mais um, aparecendo este com um pop nos seus braços.

Pior, segundos depois, deixa-se também claro que querer abortar é algo que se deve bradar para que todos ouçam e que ganhar esse direito será e foi uma vitória.

É verdade que, de acordo com a cronologia do cartoon, os filhos não sabiam ainda que, quando iam todos contentes com a mãe para longe do pai de encontro à senhora que o iria substituir, ela defendia o assassínio em massa de gente nas barrigas das mães. Mas e depois?

Terá passado pela cabeça de alguma das crianças perguntar à mamã quantos deles teria ela assassinado? E não, neste caso não era necessário encomendar nada a ninguém porque ela mesma os fazia, quando eram ilegais, num ato heróico de desafio à cultura e lei claramente inspiradas pelo cristianismo, ou especificamente pelo catolicismo opressor. A presenca das Cruzes é recorrente na primeira parte do filmezinho. Falando em símbolos, a foice e o martelo não podiam faltar também, assim como o nome do barbudo.

Se não lhes passou pela cabeça fazer tal pergunta, é pena.

Pedro

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